Prestar serviços como freelancer é uma excelente alternativa para quem não está empregado no momento ou para quem deseja começar a trabalhar home office para mudar seu estilo de vida.

Um dos pontos positivos de ser freelancer é a oportunidade de ter uma agenda com horários mais flexíveis. Isso vai ajudar muito para quem tem (assim como eu) filho pequeno e quer passar mais tempo com ele, e também deseja conseguir mais tempo para a vida pessoal. Ou ainda para quem pretende fazer um mestrado ou doutorado e precisa se organizar para conciliar a vida acadêmica com a profissional.

Sem contar que trabalhando em casa você não vai passar pelo estresse diário de sofrer no trânsito ou ainda de perder horas preciosas sentado ou em pé em conduções. Já pensou em como a sua produtividade iria aumentar por causa disso?

Essa vantagem foi exatamente a que mais pesou na decisão de Tatiana Fernandes quando começou a trabalhar como freelancer, em 2011. Jornalista, pós-graduada em marketing digital e especializada em conteúdo, Tatiana queria mais liberdade e flexibilidade no trabalho. “Você pode fazer algo completamente home office num dia ou trabalhar em horários alternativos, e assim conseguir mais satisfação. Escolhi ser freelancer porque meu estilo de vida combina perfeitamente bem com esse esquema de trabalho”, afirma.

Outro ponto positivo é a possibilidade de fazer contatos com várias empresas e diversos profissionais. Afinal, um colega ou amigo pode indicar seu nome para um freela amanhã. E quanto mais trabalhos e clientes você conseguir, melhor. Principalmente aqueles que podem render boas recomendações em seu perfil no LinkedIn ou na tradicional propaganda boca a boca.

Como ganhar notoriedade como freelancer?

O LinkedIn é uma das plataformas mais indicadas para ganhar notoriedade como freela, seja qual for a sua área de atuação. Uma dica é publicar regulamente um conteúdo criado por você especialmente para a plataforma. Muitos profissionais freelancers fazem isso (e eu também pretendo começar em breve).

Outra dica é participar de grupos direcionados a sua área de atuação no Facebook, como os grupos de Marketing Digital, dos quais ela faz parte. “Há um grande grupo de sêniors do mercado, pessoas com conexões e outros que também estão ali para aprender. Mais do que notoriedade para trabalhar no mercado freela é preciso conhecimento e networking”, revela Tatiana Fernandes.

Ser freelancer, uma excelente oportunidade em tempos de crise

Outra grande vantagem em trabalhar como freelancer, principalmente para quem está começando na carreira, é conseguir experiência mais rapidamente e poder rechear o currículo com diversas experiências dentro da sua área de atuação.

Durante um período de crise financeira, como essa que o Brasil está passando no momento, conseguir freelas é uma ótima oportunidade de provar que você não ficou estagnado e não deixou de aprender e evoluir, mesmo sem um emprego comprovado na carteira de trabalho.

“Meus primeiros clientes foram os comerciantes do bairro onde morava. Fui falando com donos de lojas sobre temas que eu tinha mais afinidade, perguntando se poderia aplicar os conhecimentos que eu estava adquirindo de forma pro bono num primeiro momento. Era uma maneira de colocar em prática e sem grandes riscos para os meus estudos”, conta Tatiana Fernandes.

Como dar o primeiro passo?

Para começar a pensar em ser freelancer você tem que ter em mente que, independente da sua área de atuação, você vai precisar se atualizar constantemente tanto na teoria, quanto na prática. De nada adianta querer ser um freelancer se você apenas estudar ou, por outro lado, não abrir nem um livro durante a semana (isso vale para conteúdos físicos ou virtuais).

Tatiana Fernandes deu algumas dicas preciosas para quem pretende entrar de cabeça neste novo esquema de trabalho: “Conheça cases, pense nas soluções que você daria àquela problemática. Treine e não tenha medo de falar com outros profissionais da área. Outra dica que dou é saber diversificar. O Marketing Digital, em especial, é um leque vasto. É essencial saber um pouco de tudo um pouco e se aprofundar naquilo que for seu forte”.

A jornalista também indica a leitura diária dos feeds de notícias da sua área de atuação e também preparar um portfólio recheado de exemplos (com o desafio que você teve de enfrentar, o que foi solucionado e o resultado adquirido) para demonstrar ao seu cliente que você sabe bem aquilo que faz.

“E principalmente: valorize-se. Prove, por meio de números, sua capacidade. Mostre os resultados que você atingiu e o quanto isso poderá beneficiar o outro”. Para se reciclar e obter novos conhecimentos em Marketing Digital, Tatiana estuda a cada seis meses apresentações novas no slideshare, faz cursos do udemy e hubspot, lê tutoriais, pdf de livros de profissionais na área, inclusive conteúdo em inglês.

Mas será que o retorno financeiro vale a pena? “Bom, isso depende. Infelizmente, o que mais vemos na área é a desvalorização de algumas vertentes do Marketing Digital. Um mundo cão sem uma tabela bem definida, o que faz com que cada um dê seu preço. Chega a ser brutal e problemático, pois em alguns casos, trabalha-se muito e paga-se pouquíssimo. Mas, exatamente por isso, é necessário ter bons contatos e bons clientes para obter um retorno financeiro de qualidade”, responde Tatiana Fernandes.

Ainda não leu o conteúdo da primeira parte desta série? Clique aqui e aproveite a leitura!