A vontade de mudar o mundo é o que também inspira milhões de mulheres a começar a empreender no Brasil e pelo mundo.

Cada vez que participo de algum evento de Marketing Digital fico impressionada com o aumento do número de empreendedoras. E essas profissionais que estão vindo por aí não vêm para brincadeira. Elas estão empreendendo com vontade e muita garra, acreditando no que fazem.

É muito bonito e inspirador perceber que elas são movidas pela vontade de mudar o mundo, de dar a sua contribuição para uma sociedade melhor e mais justa. A grande maioria das empreendedoras não quer apenas ganhar dinheiro, mas também dar a sua contribuição para um mercado de trabalho mais inclusivo e sem preconceitos. Outro fator que pesa muito na balança é a possibilidade de passar mais tempo com a família, principalmente com os filhos pequenos.

A vontade de mudar o mundo é o que também inspira milhões de mulheres a começar a empreender no Brasil e pelo mundo. Por que estou escrevendo sobre esse tema agora? Bem, para quem não sabe, hoje é o Dia Global do Empreendedorismo Feminino, comemorado em 153 países, incluindo o Brasil. A data foi criada pela ONU, em 2014, para chamar atenção para a mulher empreendedora e o impacto econômico que ela produz na economia global.

Aproveitando a data, conversei com seis empreendedoras digitais brasileiras que acompanho de perto (e me inspiro) pelas mídias sociais sobre empreendedorismo, as dificuldades das mulheres para começar a empreender no Brasil e ainda pedi para que elas contassem um pouco das suas histórias e de como o empreendedorismo mudou as suas vidas.

Ficou curiosa (o)? Vem comigo e confira a terceira e última parte da série de entrevistas que preparei para vocês, leitores do Digitais do Marketing. Confira também a primeira e a segunda parte da série de entrevistas.

Boa leitura e muitas inspirações! 😉

Paula Tebbet

Áreas de atuação: Consultora e Palestrante no mercado de Marketing Digital, ministrando treinamentos e workshops para empreendedores de todas as áreas. Graduada pela FACHA – Jornalismo e MBA pela FGV – Marketing. Trabalhou por oito anos no setor de Marketing e Eventos do Governo do Estado do Rio de Janeiro.

Por que o mundo precisa do Dia do Empreendedorismo Feminino?

Não é novidade nenhuma que mulheres têm salários menores que homens em várias empresas, mesmo ocupando a mesma posição. E que em muitos casos, apenas homens nos cargos de liderança e confiança de uma empresa. O empreendedorismo feminino acabou sendo uma forma das mulheres continuarem trabalhando e ganhando seu dinheiro. Esse dia nos faz lembrar da força da mulher e como ela vem ganhando espaço no mundo do empreendedorismo.

O que é empreendedorismo para você?

Empreender é sonhar, inovar e não parar até que este sonho encante outras pessoas.

Como começar a empreender na área digital mudou a sua vida?

Foi uma das melhores mudanças na minha vida. Hoje consigo trabalhar no que amo e de qualquer lugar do mundo. Ajudo pessoas e tenho um horário mais flexível, onde consigo me dividir entre meu trabalho e a maternidade.

Quais as principais dificuldades que as mulheres costumam enfrentar para começar a empreender no Brasil?

Além do preconceito, que infelizmente ainda existe em alguns segmentos, há também a dificuldade de conciliar a vida pessoal com o negócio próprio. Mas muitas começam a empreender justamente para ter mais liberdade, e após descobrirem este mundo empreendedor por necessidade, se tornam grandes mulheres de negócios.

Quais as suas principais conquistas até agora na área do empreendedorismo digital?

O que considero mais importante nessa minha trajetória no empreendedorismo digital é acompanhar os resultados de clientes, receber um feedback positivo em cada treinamento ministrado, em cada consultoria prestada. Isso me motiva cada vez mais a me especializar e a continuar ajudando pessoas a divulgarem seus dons através da internet.

Que dica de ouro você costuma dar às mulheres que a procuram desejando começar a trilhar o caminho do empreendedorismo digital?

Não desista. Coloque seus sonhos no papel, planeje, se especialize e não olhe para trás.

Empreender no Brasil ainda vale a pena?

Apesar de toda dificuldade que estamos passando, vale à pena empreender no Brasil sim. Mas antes de qualquer ação, é preciso responder para si a seguinte pergunta: Por que você quer ter este negócio? Sabendo o porquê, fica mais fácil planejar o caminho a ser trilhado.

 

Vivian Lopes

Áreas de atuação: Empreende há um ano e meio no ramo de Comunicação e Marketing para micro e pequenos empreendedores pela V.Content. Hoje atende clientes do ramo de educação e tecnologia. Atua como mentora de conteúdo on e off-line.

Graduada em Comunicação Social – Jornalismo pela PUC-Campinas há mais de 15 anos. Cursou MBA em Marketing e Pós-graduação em Storytelling. Já foi consultora de comunicação na Petrobras, analista em uma grande rede de colégios de SP, além de atendimento e coordenação em agências de comunicação de SC e SP.

Por que o mundo precisa do Dia do Empreendedorismo Feminino?

Enxergo como mais uma forma de lembrar a sociedade de que as mulheres estão ativas e empenhadas em conquistar cada vez mais a sua autonomia tanto financeira, como de criar sua própria realidade – sendo protagonista de verdade, sabendo sim o que é melhor ou pior para sua vida. É mais um ajuste (para melhor) de cultura que passamos.

O que é empreendedorismo para você?

É ser co-criadora da realidade em que vivo. Me sinto protagonista de verdade da nossa vida-carreira, porque está tudo interligado. Me encontrei nesse universo, e mesmo com todas as grandes dificuldades, me empenho ao máximo para crescer. Não existe almoço grátis. Empreender, na minha visão, é transformar diariamente o que aprendo em valor para minhas personas. E para isso não posso me dar ao luxo de parar de aprender, desaprender, de novo e de novo. Resiliência e automotivação na veia!

Como começar a empreender na área digital mudou a sua vida?

Tive que aprender muito. Fiquei um tempo no “casulo”, me formando, para na sequência poder voar. Minha vida mudou porque pude construir essa autonomia que almejava: fazer a gestão global da minha carreira e agenda, onde quer que eu esteja. O que não é fácil, mas me traz muita realização e me sinto muito mais empoderada e livre vivendo dessa maneira.

Quais as principais dificuldades que as mulheres costumam enfrentar para começar a empreender no Brasil?

São várias. Cultura machista é muito forte. Outra é pouco acesso a crédito. No meu caso, sofri um pouco com minha inocência de novata, no início da jornada. Mas a casca vai sendo construída. A mágica é encontrar o equilíbrio: saber manter a sensibilidade para algumas situações, e absolutamente nenhuma (usar razão pura) para outros casos.

Quais as suas principais conquistas até agora na área do empreendedorismo digital?

Já enxergo algumas, mesmo sendo empreendedora há tão pouco tempo. Conquistei a minha liberdade de agenda. Conquistei autonomia para pensar livremente em modelos de negócio rentáveis e ao mesmo tempo que atendam meus propósitos. Conquistei clientes e conheci muita, muita gente! Brinco que fiz mais curso e participei de eventos como nunca havia feito em meus 15 anos de carreira. Em um ano dobrei minha rede de relacionamento, e fiz isso no Rio de Janeiro também (moro aqui há menos de um ano). Descobri que fazer networking e energiza, e o pavor que tinha de falar em público finalmente está sendo superado. Cresci como ser humano!

Que dica de ouro você costuma dar às mulheres que a procuram desejando começar a trilhar o caminho do empreendedorismo digital?

Sempre comece pelo que te energiza. Seu propósito vai te ajudar a seguir nas horas difíceis. Nunca pense apenas no lucro. Nem sempre o dinheiro vai te fazer levantar de uma queda para seguir em frente. O propósito, sim. Pode demorar um pouco mais para enxergar um modelo de negócio viável e rentável nesse campo, mas não é impossível.

Empreender no Brasil ainda vale a pena?

Vale mais do que nunca. Se não valesse eu não estaria aqui conversando com você! 😉 Vá em frente. Desafie-se. Isso é o que nos move.

 

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