Na era digital-first, o cliente está no comando com acesso a inúmeras informações sobre sua empresa e produto (Foto: Nensuria/Freepik.com)

Seu cliente está na realidade digital-first e sua empresa ou PME (pequena e médias empresa) precisa entender todo o potencial do ambiente digital, as possibilidades e aplicações. Inteligência Artificial, Internet das Coisas (IoT), realidade virtual, chatbots. É acordar e fazer a transformação necessária para atingir os objetivos do negócio no digital: aumentar a receita e ter clientes satisfeitos.

Com o acesso à internet e as redes sociais crescendo exponencialmente, e o acesso via mobile batendo os desktops de longe, a jornada de compra do consumidor e a tomada de decisão tornaram-se extremamente complexas. Viraram omnichannel, ou seja, usam vários canais de venda ao mesmo tempo, alternando entre lojas físicas e pontos de contato online como sites corporativos, fanpage, opiniões de usuários e de amigos.

Cliente é rei!

Compreender que o cliente agora está no comando do jogo e decide o que quer e quando quer é fundamental para elaborar uma estratégia mais assertiva. Esse é o papel do novo marketing e da comunicação, que tem de ser abrangente e completa. Fazer o melhor uso de todas as plataformas de comunicação disponíveis para chegar ao consumidor, melhorando sempre a experiência, criando uma conexão, engajando e surpreendendo. Como conseguir sobressair na enxurrada de opções e escolhas?

Julio Trindade afirma que as redes sociais inverteram o papel da comunicação (Foto: Arquivo Pessoal)

“As redes sociais inverteram a dinâmica. Se antes, as marcas tinham uma comunicação unilateral, dominando o fluxo de comunicação, agora é o consumidor quem pauta a empresa”, afirma Júlio Trindade, sócio da Lapa Comunicação. Ele disse ainda que as marcas precisam levar seus valores a sério. “Se a marca quer contar uma história, mas sem fundamento, a reação pode ser negativa. Por exemplo, se a marca posta no dia Nacional da Visibilidade Trans sobre a importância do respeito, mas tem um funcionário que sofreu preconceito, não vai dar certo. As pessoas têm mais acesso e mais conhecimento de como a marca é constituída”, explicou Julio Trindade.

O consumidor quer produto de valor e mensagem alinhada com que faz sentido para ele. “Não se trata mais de transmitir informação, mas de nutrir o consumidor com conteúdo que tenham significado e relevância para a sua vida”, afirma Maria Claudia Bacci, sócia da agência e consultoria Bowler.

Para Maria Claudia Bacci, a realidade digital-first requer uma nova mentalidade do diretor de marketing (Foto: Arquivo Pessoal)

Alinhamento na empresa

Os empresários precisam fazer a transformação digital de seus negócios e focar na geração de demanda/prospecção de leads. É um novo mindset, nova mentalidade que é digital, e que requer comandar uma equipe que domine o uso de dados e que saiba decodificar o cenário e tendências do mercado.

O big data é uma ferramenta poderosíssima para conhecer a fundo o comportamento do consumidor e aprimorar as técnicas para chegar até ele. E na realidade digital-first o mantra é mensurar…mensurar… Faça, teste e corrija o que for preciso. O risco faz parte do negócio, desde que o alinhamento seja rápido e baseado na análise dos dados. O digital permite uma avaliação em tempo real.

“Tem uma frase que gosto muito, que diz que a estratégia digital a gente escreve a lápis. É entender que se está mais sujeito ao erro, mas saber como monitorar e modificar é importante”, disse Júlio Trindade.

Setores integrados

Os executivos (C-level) assumem um novo papel bem diferente da era analógica e necessitam de atualização constante, visão corporativa integrada, com os diferentes setores interagindo mais, como marketing, vendas e atendimento ao cliente. Todas as áreas em prol dos mesmos objetivos de negócio.

Segundo Maria Claudia Bacci, o diretor de marketing e comunicação é o novo agente transformador das empresas. É quem conhece as novas aplicações, pensa e induz a mudança. “Seu papel passa a ser mais estratégico, já que seu aporte não é mais somente em comunicação, mas na forma como a companhia se apresenta, faz negócios e é percebida. Gera-se, então, uma nova inteligência em torno do digital e isso afeta o processo, a produção, o produto e tantas outras áreas”, explica.

A demanda pela experiência digital só cresce. Sua empresa está pronta para a realidade digital-first?