Principais tendências do marketing digital em 2016
Foto: Google

Todo início de ano vem uma onda de artigos sobre tendências para o ano que se inicia. A pedido do Digitais do Marketing destaquei sete abordagens que acredito que podem fazer a diferença para quem está olhando o digital mais seriamente. Não são apenas tendências passageiras, mas formas de olhar para o Marketing com uma perspectiva pragmática.

Captação de leads qualificados

Os bons profissionais de Marketing, os empresários e os empreendedores mais atualizados já entendem que uma venda não acontece de forma direta. Somente 3% dos leads estão no momento de decisão de compra, os outros 97% precisam ser qualificados, receber material educativo e ganhar confiança na marca e na solução oferecida antes de comprar. Seja a sua solução baseada em um produto ou em um serviço, é preciso de conteúdo para qualificar os leads.

A tendência neste ponto é clara: integrar as diferentes ferramentas digitais, canais e gerar insights mais precisos sobre os melhores leads.

Entendimento das Redes Sociais como canais de relacionamento e mídia

O mercado evoluiu da visão de “vamos todos para o Facebook” para “cada perfil de cliente usa um tipo de rede social, vamos adaptar nossa mensagem para os canais pertinentes”, o que por si só já é muito bom.

Ainda há modinhas, como a migração em massa para o Instagram, Periscope e SnapChat, com novas centenas de milhares de contas abandonadas. Por outro lado, há cases criativos e inovadores de quem soube captar a essência de cada mídia.

A tendência aqui parece velha, mas é altamente relevante: todos querem ser Youtubers.

O Youtube se firmou como a mídia com maior retenção e melhor hiper segmentação para falar com grandes massas na internet. Se a sua marca precisa captar atenção de clientes com menos de 30 anos, considere seriamente o Youtube. Se precisa falar com clientes de mais de 30 anos, também. O vídeo é o novo blog.

Hiper Segmentação de Clientes

Falando em hiper segmentação, o Google AdWords lançou novas opções de segmentação em 2015, como as listas de e-mail e Look a Likes poderosos, e o Facebook também lançou novos formatos, entre eles a captação de leads diretamente no mobile.

O UOL lançou uma ferramenta própria de Native Ads e novas plataformas estrangeiras chegam todo mês no Brasil. A hora agora é de hiper segmentação.

A tendência aqui é bem óbvia: não adianta espalhar a sua mensagem loucamente, queimando rios de dinheiro em mídia. Quanto melhor você souber quem são seus leads, melhor poderá segmentar campanhas e atingir as pessoas certas.

Em tempos de crise e verbas curtas, hiper segmentar é usar o dinheiro da forma mais eficiente possível. Afinal, verba não nasce em árvores, né?

Amadurecimento da Cultura de Métricas

Ainda me espanto ao ver o quanto a maioria das agências digitais compra a mídia e não a conversão. Os clientes então, não me espantam mais. Estamos a alguns anos-luz de uma cultura de investimento baseado em resultados. Mesmo grandes clientes e anunciantes ainda não conseguem integrar diferentes bases tecnológicas e medir com eficiência tolerável.

Por outro lado, é cada vez mais comum ouvir termos como CAC (Custo de Aquisição de Cliente), ROI (o bom e velho Retorno Sobre Investimento), CPL e CPA (Custo Por Lead e Custo Por Aquisição). Caminhamos lentamente, mas pelo menos estamos caminhando.

Consolidação do mobile

Mais de metade da audiência brasileira está nas telinhas de smartphones. Menos de 20% dos sites estão adaptados para esta realidade.

Assim que o Google deu mais destaque nas buscas mobile para sites adaptados, o mercado começou a correr atrás de renovar seus sites e adaptá-los. Se não vai pelo amor, vai pela dor.

A tendência é aprendizado direto: aprender a converter no mobile tão bem quanto no desktop.

Autenticidade como valor de marca

Há uma macro-tendência comportamental de busca de significado. Tanto na vida profissional quanto na vida pessoal, um contingente cada vez maior de pessoas quer escolher carreiras que tenham maior impacto social, quer fazer algo pelo mundo, quer trabalhar em empresas socialmente responsáveis. Os empregos diminuem gradualmente e as novas relações de trabalho começam a ganhar maior alcance. Os nômades digitais (ou globalistas) se tornam mais numerosos. Pense: quantos amigos você tem morando em outros países? Quantos já moraram e quantos ainda irão morar?

Em comum a todas estas tendências, há algo em comum: as pessoas estão em busca de uma identidade com pessoas, marcas e empresas que sejam autênticas. Quanto maior a clareza e a coerência entre o discurso e a prática, maior a percepção de valor da marca ou do profissional.

A tendência é clara: seja aquilo que você prega e ganhe e confiança dos seus clientes.

Queda das barreiras de entrada

Em paralelo a todas estas mudanças, a evolução da tecnologia, das ferramentas e das pessoas torna o mercado digital cada vez mais acessível para mais empresas e para mais pessoas.

As barreiras de entrada caem e o acesso à informação se populariza. O digital está deixando de ser a última fronteira e está se tornando algo como a energia elétrica: tão presente na vida que deixamos de vê-la como uma tecnologia e passamos a ver como um recurso trivial. Tem gente que tem crise de abstinência se a bateria do smartphone acaba. Restaurante sem wi-fi? Como assim?

Cada vez mais cursos online, cada vez mais profissionais, cada vez mais fragmentação, cada vez mais opções de mídias, canais e formatos. Um mundo multi-canal, disponível para você, para o seu mecânico e para o seu coach. Das camadas mais abastadas da sociedade até as mais populares, todos tem acesso à informação e à internet. Uma pena que tão poucos façam bom uso e tirem proveito de barreiras tão baixas.

Novos tempos, novos comportamentos

Resumidamente, estas são sete tendências que observo no dia-a-dia e que tem grandes impactos em como pensamos e fazemos Marketing. E você, concorda ou discorda?